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A Cruz da Fundação de Cerro Largo/RS

O uso de qualquer parte desta pesquisa é autorizada, desde que seja referenciada! Valorize a minha pesquisa! Ainda em pesquisa. Última atualização: 01/10/2024

    A Cruz da Fundação é um símbolo cristão que marca o local da fundação e o local da primeira missa de Cerro Largo/RS, na época Colônia Serro Azul. A primeira missa foi celebrada em 10 de maio de 1902 pelo Padre Jesuíta Maximiliano Von Lassberg, aos olhos e preces da comissão inspecionadora e exploratória responsável por avaliar as novas terras. 
    Segundo o livro Max von Lassberg (vida-obra-tributos) de Jungblud (2018), a comissão inspecionadora e exploratória de terras do Bauernverein, foi formada conforme decisão da Assembleia Geral de 11 e 12 de fevereiro de 1902. A comissão embarcou no dia 4 de maio de 1902 em um navio em Porto Alegre e pelo rio Jacuí foram até Taquari. Seguiram de trem até Tupanciretã. A viagem seguiu de carroças cobertas de toldo até a gleba Guarani, [parte] onde hoje é Cerro Largo. Durante 3 dias vistoriaram as terras e no quarto dia reuniram-se para a redação do parecer, cujo relator foi Pe. Max von Lassberg. O reverendo ficou e os demais retornaram levando o parecer aos dirigentes do Bauernverein. Integraram a comissão exploradora: Pe. Max von Lassberg, representando a Ordem dos jesuítas e o clero católico; Jorge Frantz, de Santa Cruz do Sul; Antônio John (clique aqui para ler mais), de Nova Petrópolis; Matias Finkler, do Herval; José Chassot de Bom Princípio; João Konrad, de São José do Hortêncio; José Chardong, de Dois Irmãos; os italianos Pedro Caré e Pedro Selle, ambos de Nova Petrópolis. Por parte da empreiteira Meyer estiveram acompanhando a comitiva: Horst Hoffmann, diretor da proprietária das terras, Rio Grande Nordwestbahn Gesellschaf — Companhia de Estrada de Ferro Noroeste do Rio Grande; Carl Culmey, engenheiro agrimensor da proprietária das terras; Franz Rudolph Simch e seu pai (Franz Joseph Simch), sendo que este residia na gleba Guarani, na qualidade de Diretor da gleba.  Em 4 de outubro do mesmo ano, os primeiros colonizadores chegaram a Serro Azul. 
    A Cruz da Fundação foi erguida em 1927 em homenagem ao 25° aniversário da fundação, na época também foi realizado o encontro dos "veteranos de Serro Azul" (pioneiros de Serro Azul).
Foto da Cruz da Fundação.
Essa foto é datada da época da sua construção - 1927
Veja que não constam as placas em português que provavelmente foram colocadas na época do estado novo (Getúlio Vargas).
Foto de arquivo próprio.
Veteranos de Serro Azul. 6 de outubro de 1927.
Fila de baixo (esquerda para a direita) 1. Joseph Gallas (clique aqui para ler mais); 2. Anton Wenzel; 3.Karl Culman (Carl Culmey); 4. Padre Max Von Lassberg; 5. Joh. Hoffmann; 6. Karl Dahmer 
Fila de cima: 1. João ten Caten; 2. Paul Schmidt; 3.Anton Hochegger; 4. Mathias München.
Fonte: reprodução
    Na época da construção da Cruz da Fundação não haviam casas a circundando. Veja que é possível ver na foto original apenas lavouras, incluindo alguns pés de milho logo atrás da cruz. Hoje a cruz está no mesmo local, mas, em vez de lavouras, ela está em meio a cidade de Cerro Largo, rodeada de casas e prédios. Ela está situada no cruzamento da atual Rua Padre Maximiliano Von Lassberg com a Rua Daltro Filho.
Foto atual da Cruz da Fundação - 2024
Localização da Cruz da fundação em relação a Igreja matriz de Cerro Largo/RS.
Detalhe da inscrição original e abaixo a tradução.
Detalhe da inscrição original e abaixo a tradução.
    Em 6 de julho de 1988 foi adicionado uma pequena placa em homenagem ao Pe. Theodor Amstad devido ao 75° de fundação da Cooperativa de Credito Rural de Cerro Largo Ltda (atual Sicredi). Aproveitando o mesmo local, no ano de 2002, foi adicionado uma placa comemorativa dos 100 anos da primeira missa.
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Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte:
Schneider, Eduardo Daniel. [Nome da publicação] Blog Memórias do Povo Rio-grandense, disponível em: https://eduardodanielschneider.blogspot.com/ Acessado em: [data do acesso]

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Fontes consultadas: Jungblut, Roque. Max von Lassberg (vida-obra-tributos). 2° edição. Porto Alegre/RS, Editora EST, 2018.

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Pesquise sua ascendência!

Padre Adolfo Gallas: o eterno Pároco de Santo Cristo/RS

Padre Adolfo Gallas
Foto restaurada digitalmente
O uso de qualquer parte desta pesquisa é autorizada, desde que seja referenciada! Valorize a minha pesquisa! Ainda em pesquisa! Última atualização: 07/08/2022

    Quando escutamos o nome de Pe. Adolfo Gallas em Santo Cristo/RS e região, automaticamente nos remetemos a construção da igreja matriz de Santo Cristo/RS, bem como nos anos áureos do seminário Pe. Adolfo Gallas. 
    Padre Adolpho Gallas foi uma das figuras mais importantes da região do noroeste do estado, tanto religiosamente bem como líder comunitário.
 
Vida religiosa de Padre Adolfo Gallas

    Adolfo Gallas nasceu na recém criada Colônia Serro Azul, atual município de Cerro Largo/RS em 24 de abril de 1905. Adolfo é filho de José Gallas e Maria Theresa Gauer (clique aqui para ler mais).
    Não se sabe ao certo o ano em que despertou o interesse pela vida religiosa no padre Adolfo Gallas, mas em entrevista com César Henrique Winkelmann (primo de padre Gallas) conseguimos mais detalhes. O que se conta na família é que padre Gallas foi inspirado a entrar na vida religiosa pela visita de irmãs católicas vindas da Áustria, as quais se abrigaram na casa de seu pai José Gallas. Não apenas Adolfo entrou para a vida religiosa, mas também duas das suas irmãs (Luiza e Anna) viraram irmãs religiosas (Luiza foi a primeira candidata do Brasil a  se tornar irmã das Filhas do Amor Divino).
    Adolfo Gallas começou seus estudos em Serro Azul, onde fez o seu curso primário. Depois ingressou no seminário Central de São Leopoldo (também denominado Seminário provincial de São Leopoldo) onde fez seus estudos eclesiásticos.
    Em 24 de outubro de 1930, foi ordenado subdiácono conforme o que foi registrado no jornal "Staffeta Riograndese".
Ordenação de subdiácono de Adolfo Gallas, publicado na Staffeta Riograndense
Fonte: Staffeta Riograndense, 12 de novembro de 1930, Edição 26.
    Em 17 de junho de 1931, Adolfo Gallas recebeu das mãos de Dom Hermeto José Pinheiro, na catedral de Uruguaiana, a ordenação sacerdotal, celebrando sua primeira missa solene na Matriz de Cerro Largo/RS no dia 21 de junho de 1931.
Igreja  Matriz de Serro Azul (atual município de Cerro Largo/RS)
Fonte: Arquivo de Ovidio Hillebrand (Reprodução das redes sociais)
    Após a sua ordenação, o agora Padre Adolfo Gallas, trabalhou primeiramente na paróquia de São Gabriel/RS como coadjutor. No fim do ano de 1932 foi transferido para Cacequi/RS, onde no período de 1932 a 1935 foi Cura na então Capela Nossa Senhora das Vitórias. Com a elevação da capela para paróquia, Padre Adolfo Gallas assumiu como primeiro pároco da paróquia Nossa Senhora das Vitórias da Cidade de Cacequi/RS, trabalhando no período de 1935 a 1937.
   Em 1937, Padre Adolfo Gallas assumiu como pároco a paróquia Ascensão do Senhor de Santo Cristo/RS (criada em 25 de julho de 1922 pelo bispo de Uruguaiana Dom Hermeto José Pinheiro). Padre Gallas veio para assumir o posto que ficou vago após a transferência do Padre Preussler (em 1936) para São Luiz Gonzaga (interinamente de 1936 até 1937 a paróquia ficou aos encargos do Pe. Leopoldo Kuhn de Santa Rosa/RS).
Padre Adolfo Gallas no atendimento da comunidade
Recorte cedido por Ovidio Hillebrand (Nova Petrópolis/RS)

Padre Adolfo Gallas, líder comunitário e referência no combate ao analfabetismo
 
    Na nova paróquia de Santo Cristo/RS, Padre Adolfo Gallas se tornou referencia na comunidade em geral, principalmente no que tange como líder religioso, comunitário e no combate do analfabetismo. Tamanho o seu sucesso na área escolar, que Santo Cristo passou a ostentar por muitos anos o título de "Detentor de maior índice de alfabetização entre todas as comunas brasileiras" (clique aqui para ler mais).  
Homenagem ao reverendo Pe Adolfo Gallas 
Patrono da Escola da Linha Revolta, Santo Cristo/RS
    Padre Adolfo sem dúvida foi um dos responsáveis diretos pela desenvolvimento das instituições de ensino do município de Santo Cristo. Em seu falecimento, na nota de pesar da câmara municipal escrita pelo vereador Claudio Wilibaldo Loeblein, lemos o seguinte:
    "No setor de Educação e Instrução públicas, deixou perene e indelével o marco de sua atuação. Na organização de inúmeras sociedades escolares e na carinhosa seleção de elementos para seu magistério paroquial, pôs o Revmo. Padre Adolfo em relêvo seu espírito de iniciativa e hoje os fatos estão a comprovar o acerto e a eficácia de suas medidas. Foram seus desmedidos esforços que trouxeram para Santo Cristo e aqui fizeram estabelecer-se os dedicados Irmãos Lassalistas e as Irmãs do Amor Divino e é, indiscutivelmente, ao Padre Adolfo que cabe a maior parcela do mérito de ser Santo Cristo, na atualidade, a cidade mais alfabetizada do Brasil."

Igreja Matriz -  a grande obra arquitetônica de Padre Adolfo Gallas

    Quando assumiu a paróquia de Santo Cristo em 1937, padre Gallas tinha em suas mãos um igreja pequena, no estilo enxaimel, e iniciou um sonho ambicioso para a comunidade, uma belíssima e nova igreja matriz, a altura da fé do povo.
    A ideia de construir uma nova igreja surgiu logo após a sua chegada, porém a segunda guerra mundial acabou por atrasar seus planos para a construção.
    Após o fim da II Guerra Mundial, em 1947, é retomada a ideia da construção da nova igreja. A diretoria, juntamente com o pároco Gallas, estabeleceram que cada sócio daria um suíno para a construção da nova igreja e o pessoal da cidade o valor de uma suíno de 75Kg.
    Foram várias as campanhas de arrecadação de fundos, festas e até leilões de honrarias (como as três primeiros golpes de pás e os primeiros toque de sinos), todas elaboradas pelo Pe Gallas e abraçadas pela comunidade. A comunidade, sob supervisão de Pe Gallas, se revezava nos mutirões da construção da igreja.
Foto das obras da igreja
Fonte da foto: Reprodução do Museu Municipal de Santo Cristo/RS
    Infelizmente Pe. Gallas não conseguir ver a sua belíssima obra completamente finalizada. Apesar disso, uma das últimas celebrações antes de sua morte foi a Missa de Páscoa de 1956, a qual foi registrada em um LP para o programa hora católica (clique aqui e escute). Essa também foi a primeira celebração realizada na nova igreja matriz antes da sua inauguração oficial.

O falecimento de Padre Adolfo Gallas

    No dia 17 de junho de 1956, enquanto festejava seu jubileu de prata de sacerdócio, junto a comunidade de Santo Cristo, Padre Adolfo Gallas passou mal e teve que ser levado ao hospital local onde foi atendido pelo médico local o senhor Severino Ronchi. 
    Em princípio pensava-se que o mal estar se tratar apenas da emoção de completar 25 anos de sacerdócio (além da pressão que recorria sobre ele na construção da nova e imponente igreja Matriz), porém ao passar dos dias percebeu-se tratar de uma enfermidade mais grave. Devido aos poucos recursos da época não foi possível determinar a causa da sua enfermidade e a sua condição foi piorando.
    Na paróquia, Padre Gallas já não podia mais exercer as suas obras e a comunidade para tentar reverter a situação, realizava novenas a fim de ajudar a tentar recuperar a saúde de seu estimado pároco.
    Em fins de agosto, já em um estado avançado de enfermidade, foi realizado procedimento cirúrgico com especialistas de Santo Ângelo/RS. Padre Gallas acabou não resistindo ao procedimento e veio a falecer no dia 27 de agosto 1956. Em seu óbito consta que sua morte foi causada por insuficiência cardíaca pós-operatória, sendo a causa mortis principal uma úlcera duodenal penetrando no pâncreas e colecistite calculosa (clique aqui para ler mais) (a úlcera duodenal atualmente é conhecida como úlcera terebrante).
    A comunidade ficou abalada com a perda precoce do querido pároco. Para seu sepultamento, compareceram autoridades e dezenas religiosos de toda a região (párocos, padres, irmãs religiosas), incluindo o bispo diocesano Dom Luis Felipe de Nadal que realizou as cerimônias fúnebres.
  Em sua homenagem hoje a rua da igreja matriz leva o nome de Pe. Adolfo Gallas, bem como o seminário da cidade.
Homenagem a Padre Adolpho Gallas ao lado da igreja matriz (anteriormente ficava na praça da frente da igreja)

Curiosidade: o peso de Padre Adolfo Gallas - pesquisa de Eduardo Daniel Schneider

    Em 19 de maio de 1948, no Correio Riograndense, na coluna "dos municípios", em uma matéria descontraída onde discorria dos esforços do pároco Pe. Adolfo Gallas para a construção da nova igreja matriz, o colunista escreveu o seguinte:

    Santo Cristo
    Nosso vigário que deve ser o mais pesado do Estado (120 quilos) não tem poupado esforços, afim de arrumar o material suficiente para a nova Matriz, cujos trabalhos serão iniciados o mais breve possível.

    Pe. Gallas não gostou da indicação incorreta sobre seu peso e tratou de escrever uma carta de reclamação ao jornal. O colunista então publicou uma nova matéria, na edição de 1 de setembro de 1948, onde corrigiu a informação :

    Santo Cristo
    Uma reclamação
    Recebemos uma carta original. Tínhamos dado a notícia de que o vigário mais pesado (fisicamente, é claro), era o Padre Adolfo Gallas desta Paróquia. Julgamo-lo à vista: 120 quilos. E eis que a missiva em questão está achando que fizemos pouco de suas graxas, pois faltam ainda uma arroba e um quilo, pois seu peso real é de 136 quilos!!! Se jogasse box, não haveria peso pesado que lhe ganhasse. E apesar de tão gordo, o Padre Gallas é ágil como uma lebre.

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Schneider, Eduardo Daniel. [Nome da publicação] blog Memórias do Povo Rio-grandense, disponível em: https://eduardodanielschneider.blogspot.com/ Acessado em: [data do acesso]

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Fontes consultadas: Registro civil de Guarani da Missões/RS; Registro Civil de Santo Cristo/RS;

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José Gallas e Maria Thereza Gauer

José Gallas
Fonte: Arquivo de César Henrique Winkelmann
Reconstituída digitalmente por Eduardo Daniel Schneider
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    José Gallas nasceu em 8 de janeiro de 1870 em Dois Irmãos/RS  e é filho dos imigrantes alemães Daniel Gallas (imigrante alemão de Eßweiler, Kusel, Rheinland-Pfalz, Alemanha - clique aqui) e Susanna Lehnen. José Gallas casou com Maria Thereza Gauer em 2 de junho de 1891 no oratório de São José na picada da fazenda Maratá (na época Montenegro/RS). Maria Thereza Gauer nasceu em 2 de julho de 1872 (provavelmente em Gauer-eck, atual município de São José do Sul/RS - ainda em pesquisa) e é filha dos também imigrantes alemães Johann Gauer e Maria Thereza Jotz.
Registro católico de casamento de José Gallas e Maria Thereza Gauer
Fonte: "Brasil, Rio Grande do Sul, Registros da Igreja Católica, 1738-1952,"
Montenegro > São João Batista > Matrimônios
 Paróquias Católicas, Rio Grande do Sul (Catholic Church parishes, Rio Grande do Sul).
    José Gallas e Maria Thereza Gauer tiveram os seguintes filhos:
- Izabel Clementina Gallas nasceu em 2 de março de 1892 em Gauer-Eck (atual município de São José do Sul/RS);
- Maria Gallas nasceu em 31 de maio de 1893 em Gauer-Eck (atual município de São José do Sul/RS);
- Catharina Gallas nasceu em 8 de fevereiro de 1895 em Gauer-Eck (atual município de São José do Sul/RS);
- Carlos Emilio Gallas nasceu em 13 de setembro de 1898 em Gauer-Eck (atual município de São José do Sul/RS);
- Luiza Gallas nasceu em 6 de fevereiro de 1903 na Colônia Serro Azul, atual município de Cerro Largo/RS;
- Inocêncio Gallas nasceu em 7 de julho de 1907 na Colônia Serro Azul, atual município de Cerro Largo/RS;
- Walter Gallas nasceu em 4 de agosto de 1909 na Colônia Serro Azul, atual município de Cerro Largo/RS;
- Anna Gallas nasceu em 25 de junho de 1914 na Colônia Serro Azul, atual município de Cerro Largo/RS.
    José Gallas e família viveram até início de 1903 em Gauer-Eck (atual município de São José do Sul/RS), quando então partiram para a Colônia Serro Azul, atual município de Cerro Largo/RS. Lá viveram por muitos anos, quando finalmente passaram a residir na Colônia Boa Vista, atual município de Santo Cristo/RS.
José Gallas e Maria Thereza Gauer
Acervo Benno Lermen
Instituto Anchietano de Pesquisas
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS
    José Gallas faleceu em 20 de dezembro de 1944 e Maria Thereza Gauer faleceu em 30 de setembro de 1950 na cidade de Santo Cristo/RS e foram sepultados no cemitério da mesma cidade.

José Gallas na fundação da Colônia Serro Azul
   Apesar de não constar entre os dez primeiros colonos, que juntamente com o padre jesuíta Max von Lassberg (clique aqui para ler mais), que foram os primeiros a desbravar a terra de Serro Azul e construir os primeiros barracões (4 de outubro de 1902),  José Gallas (Joseph Gallas) foi um dos agentes mais atuantes na fundação da colônia Serro Azul, atual município de Cerro Largo/RS. 
    A família de José foi uma das primeiras famílias a se instalar na nova colônia, sendo que uma das filhas foi uma das primeiras crianças a nascer na nova colônia. Além disso, José Gallas foi por muitos anos secretário da colonização de Serro Azul e uma pessoa atuante na nova colonia..
Veteranos de Serro Azul. 6 de outubro de 1927.
Fila de baixo (esquerda para a direita) 1. José Gallas; 2. Antonio Wenzel; 3.Karl Culman (Carl Culmey); 4. Padre Max Von Lassberg; 5. João Hoffmann; 6. Karl Dahmer 
Fila de cima: 1. João ten Caten; 2. Paul Schmidt; 3.Anton Hochegger; 4. Mathias München.
Fonte: reprodução

José Gallas na fundação da Sicredi Serro Azul 
(Fonte: Neuberger et al. 2018)

    A ideia e os planos para fundar a então Caixa Rural foram trazidos pelo padre jesuíta Theodor Amstad, que inicialmente convocou os líderes da comunidade. Entre eles, Antonio Wenzel e Heinrich Huewel, que como o padre, vinham da Europa, lugar onde as cooperativas de crédito do tipo Raiffeisen estavam muito difundidas.
    Feitos os primeiros estudos, a caixa Rural foi criada, em 06 de julho de 1913, inicialmente apenas para crianças em idade escolar. O dinheiro era recolhido pelos professores nas aulas. O depositante recebia um cartão ou uma caderneta, onde eram controlados os valores.
    Depois de dois meses, dia 15 de Setembro de 1913, foi realizada mais uma reunião para a fundação definitiva da Caixa Rural, quando 44 pessoas assinaram a lista de sócios fundadores, dos quais 32 subscreveram 50 mil reis e 12 subscreveram 5 mil reis, em capital social. Nesta mesma reunião foi eleita a primeira diretoria, que ficou assim constituída:
Presidente: Antonio Theodoro Cardoso
Vice-Presidente: Antonio Wenzel
1° Secretário: Helmuth Smidt
1° Tesoureiro: Antonio Thomas
Conselho Fiscal: Julio Schwengber, José Gallas e Nicolau Ames. 

José Gallas na colonização dos municípios de Caibaté/RS e Mato Queimado/RS 
(Fonte: Histórico do município de Mato Queimado/RS*)

    O município de Mato Queimado e o município de Caibaté teve como primeiro proprietário das áreas correspondente ao seu perímetro, o Sr. Joaquim Gomes Pinheiro Machado. Em 1919, os herdeiros venderam suas partes por intermédio dos procuradores e colonizadores Henrique Leopoldo Seffrin, Antônio Teodoro Cardoso (clique aqui para ler mais), José Gallas e Antônio Leonardo Kieling, que dividiram as terras em lotes de colônias de 20 a 30 hectares. Iniciando-se a colonização em 1921. Estes lotes foram adquiridos por colonos, na sua maioria de origem alemã, muitos vindos de Serro Azul (Atual Cerro Largo) e alguns diretamente das “Colônias Velhas”. Com a venda destas terras foram locadas duas áreas urbanas: Santa Lúcia (atual Caibaté) e Mato Queimado. 

José Gallas como incentivador da vida religiosa
(Colaborador: César Henrique Winkelmann)

    José Gallas foi um grande colaborador e incentivador da vida religiosa na colônia Cerro Azul (atual município de Cerro Largo/RS) bem como na cidade de Santo Cristo/RS (onde passou a residir anos mais tarde). 
    Em Serro Azul não abria mão de dar abrigo a qualquer religioso que viesse para conhecer a nova colônia, abrigando inclusive irmãs vindas dos mais diferentes cantos do Rio Grande do Sul e até do exterior. Em uma dessas visitas de irmãs vindas da Áustria seus filhos Adolfo, Luiza e Anna, foram inspirados a seguir a vida religiosa.
    Em Santo Cristo, José Gallas, foi o doador das terras que deu origem ao colégio das irmãs.
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Colaboradores: César Henrique Winkelmann, Renata Elis Schneider, 

Fontes consultadas: 
- Neuberger, Adriano;  Haas, Fernando Reichert;  Reisdorfer, Vitor Kochhann; Bento, Marcia Helena dos Santos. PROPOSTA DE VIABILIDADE FINANCEIRA PARA A CENTRALIZAÇÃO DA ANÁLISE DE CRÉDITO DA SICREDI UNIÃO RS. Qualitas Revista Eletrônica ISSN 1677 4280 v.19, n.3, set/dez 2018, p.20-37. Disponível em: https://www.researchgate.net/
- *Prefeitura Municipal de Mato Queimado/RS. Histórico do município de Mato Queimado/RS. Disponível em: https://www.matoqueimado-rs.com.br/
- Registro civil dos municípios de Montenegro/RS, Cerro Largo/RS, Guarani das Missões/RS.

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Foto da construção do Seminário São José de Cerro Largo/RS

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Cartão/Foto da construção do seminário São José de Cerro Largo/RS
Esta foto era comercializada para ajudar na coleta de fundos para a construção do seminário.
Reparem que cartão está denominado em alemão e ainda utiliza a antiga denominação do município.
A denominação foi utilizada até 1944 onde pelo Decreto-Lei Estadual nº 720, de 29/12/1944, onde o distrito de Cerro Azul (antigamente ainda denominado Serro Azul) passou a denominar-se Cerro Largo (distrito de São Luiz Gonzaga).
Foto e descrição: Arquivo pessoal de Eduardo Daniel Schneider
    Atualmente o prédio do antigo Seminário São José funciona a Direção do Campus Campus da Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS) que começou os seus trabalhos no ano de 2010. No espaço do seminário funcionam a coordenação Administrativa, os setores administrativos e os cursos de pós-graduação; além das salas de aula, conta com auditório, ginásio de esportes e espaço rústico para eventos (CTG).

Foto colorizada
Foto que passou por processo de colorização
Foto do arquivo pessoal de Eduardo Daniel Schneider
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