Colônia Militar do Alto Uruguai

O uso de qualquer parte desta pesquisa é autorizada, desde que seja referenciada! Valorize a minha pesquisa! Ainda em pesquisa. Última atualização: 23/08/2026

    A história da ocupação territorial do noroeste do Rio Grande do Sul está profundamente relacionada às iniciativas do Governo Imperial brasileiro para estabelecer presença permanente em uma região de fronteira, marcada pela existência de extensas áreas de mata, pela presença de populações indígenas e pela proximidade com os territórios argentino e paraguaio. Nesse contexto, foi criada, no final do século XIX, a Colônia Militar do Alto Uruguai, empreendimento que constituiu um dos principais marcos iniciais da ocupação institucional e da posterior colonização da área onde atualmente se encontram, entre outros municípios, Três Passos e Tiradentes do Sul.

As primeiras iniciativas de ocupação do Alto Uruguai

    Durante o século XIX, o Governo Imperial brasileiro demonstrava preocupação com o controle efetivo das regiões meridionais do território nacional. O Alto Uruguai apresentava importância estratégica por estar situado junto à fronteira internacional e por possuir extensas áreas de terras ainda pouco incorporadas à estrutura administrativa brasileira.
    A preocupação não era exclusivamente militar. A região apresentava importantes recursos naturais, especialmente madeira e ervais, além de terras consideradas apropriadas para atividades agrícolas. A ocupação permanente era, portanto, entendida pelo Estado como uma forma de consolidar a soberania territorial e, simultaneamente, promover o aproveitamento econômico da região.
    Uma das primeiras iniciativas ocorreu por volta de 1860, quando o Governo Imperial enviou uma comissão de engenheiros, dirigida pelo tenente-coronel José Maria Pereira Campos, com a finalidade de abrir uma picada e estudar a possibilidade de implantação de uma colônia militar. Após aproximadamente três anos de trabalhos, foi aberta uma estrada de dezenas de quilômetros em direção ao rio Uruguai. Entretanto, a aproximação da fronteira argentina provocou problemas diplomáticos e a iniciativa acabou sendo interrompida (IBGE, 1959).
    A experiência demonstrou, contudo, a importância estratégica da região e contribuiu para que o governo retomasse posteriormente o projeto de instalação de uma estrutura militar permanente.

A criação da Colônia Militar do Alto Uruguai

    A criação efetiva da Colônia Militar do Alto Uruguai ocorreu em 1879, durante o período imperial. A historiografia local e estudos acadêmicos relacionam sua criação à atuação de lideranças políticas da região de Cruz Alta, especialmente Diniz Dias, Barão de São Jacob, que teria defendido junto ao Governo Imperial a necessidade de ocupação daquela área.
    A colônia foi criada pelo Decreto Imperial nº 7.221, de 15 de março de 1879. Estudos históricos indicam que a instalação ocorreu no final daquele mesmo ano, em 25 de dezembro de 1879, junto ao rio Uruguai, no local denominado Passo Grande ou Salto Grande (BRÜGGEMANN, 2013).
    O empreendimento tinha uma dupla finalidade. De um lado, possuía caráter militar e estratégico, procurando garantir a presença do Estado brasileiro junto à fronteira. De outro, apresentava uma finalidade colonizadora, uma vez que a presença de militares, suas famílias e colonos deveria contribuir para a ocupação permanente do território.
    O próprio estabelecimento da colônia deve ser compreendido dentro da política imperial de criação de colônias militares em áreas de fronteira. O Decreto nº 1.318, de 30 de janeiro de 1854, que regulamentou a Lei de Terras de 1850, já previa a possibilidade de estabelecimento de colônias militares em terras devolutas próximas aos limites do Império com países estrangeiros (BRÜGGEMANN, 2013).
    Dessa forma, a Colônia Militar do Alto Uruguai não surgiu como uma iniciativa isolada. Ela fazia parte de uma política mais ampla do Império brasileiro de transformar áreas de fronteira, até então pouco integradas à administração estatal, em espaços efetivamente ocupados e controlados.

A localização da colônia e a Estrada Geral

    A sede da Colônia Militar foi estabelecida junto à margem esquerda do rio Uruguai, em área que atualmente pertence ao município de Tiradentes do Sul. Essa localização é fundamental para compreender a relação histórica entre a antiga colônia e os municípios atuais.
    A ligação da sede militar com o interior da província era realizada por uma estrada conhecida como Estrada Geral ou Picada Geral, que se estendia desde a região de Campo Novo em direção ao rio Uruguai. A estrada atravessava uma extensa área de mata e tinha importância estratégica tanto para o deslocamento das tropas quanto para a circulação de pessoas e mercadorias.
    Segundo documentos históricos utilizados em estudos municipais, a estrada possuía mais de 70 quilômetros e constituía a principal via de acesso à Colônia Militar. Às suas margens começaram a se estabelecer moradores e colonizadores, dando início a núcleos de ocupação que posteriormente contribuiriam para a formação de diversos municípios da região (ESPERANÇA DO SUL, 2019).
    Assim, a estrada desempenhou um papel tão importante quanto a própria instalação militar. Ela criou um eixo de circulação através do território e permitiu que o espaço situado entre o interior e o rio Uruguai fosse progressivamente ocupado.

A formação do território e a presença de colonos

    Embora a Colônia Militar tivesse origem essencialmente ligada ao Estado e às forças militares, seu funcionamento também dependia da presença de moradores civis. A instalação de famílias e trabalhadores era importante para garantir a produção de alimentos e a manutenção da estrutura local.
    Ao longo da Estrada Geral e nas proximidades da colônia começaram a se estabelecer diferentes grupos populacionais. Documentos municipais mencionam a presença de portugueses, açorianos, alemães, italianos e suecos entre os colonizadores que se instalaram progressivamente na região (ESPERANÇA DO SUL, 2019).
    Esse processo de ocupação alterou gradualmente uma paisagem que anteriormente era caracterizada por grandes extensões de mata. A abertura de áreas para agricultura, a exploração madeireira, a construção de estradas e a instalação de moradias produziram uma transformação significativa do território.
    É importante destacar que a região não era, entretanto, um espaço vazio. Antes da expansão da ocupação colonial e militar, diferentes populações indígenas habitavam o Alto Uruguai. A expansão das frentes de colonização representou também a incorporação de seus territórios aos projetos estatais de ocupação e exploração econômica.

O surgimento do Pouso dos Três Passos

    A influência da Colônia Militar sobre a formação de Três Passos pode ser observada de maneira especialmente clara na construção de uma guarda avançada ao longo da Estrada Geral.
    Em 1882, aproximadamente 35 quilômetros ao sul da Colônia Militar do Alto Uruguai, foi construída uma casa de guarda destinada à fiscalização e proteção da estrada. O local foi escolhido porque apresentava três pequenos cursos d'água, que forneciam água para os soldados, viajantes e animais que percorriam a estrada (TRÊS PASSOS, 2012). O ponto passou a ser conhecido como “Pouso dos Três Passos”.
    A existência de água e a posição estratégica junto à estrada fizeram com que o local adquirisse importância para aqueles que percorriam a região. O pouso deixou gradualmente de funcionar apenas como ponto de parada e passou a atrair moradores.
    Esse núcleo constitui o principal elo histórico entre a Colônia Militar do Alto Uruguai e a atual cidade de Três Passos. O município, portanto, não surgiu diretamente no local da sede da colônia militar, mas a partir de um ponto de apoio criado dentro da área de influência daquela estrutura militar e conectado a ela pela Estrada Geral.
    Segundo o histórico oficial do município, o povoado posteriormente recebeu colonizadores atraídos pela fertilidade do solo, pela disponibilidade de água e pela localização junto às vias de comunicação (TRÊS PASSOS, 2012).

O desenvolvimento da Colônia e as mudanças políticas

    A Colônia Militar do Alto Uruguai enfrentou dificuldades ao longo de sua existência. A região ainda era de difícil acesso e a estrutura administrativa e militar dependia de recursos e comunicações precárias.
    Além das dificuldades naturais, o território foi atingido por acontecimentos políticos e militares que marcaram a história do Rio Grande do Sul. A antiga colônia sofreu impactos de movimentos revolucionários ocorridos no estado, inclusive durante a Revolução Federalista de 1893 e a Revolução de 1924, quando a região foi atravessada por forças revolucionárias (TRÊS PASSOS, 2026). Esses episódios demonstram que a posição estratégica que havia justificado a criação da colônia continuava sendo importante décadas depois.
    Paralelamente, o caráter militar da ocupação foi gradualmente dando lugar a uma estrutura de colonização civil. A expansão da agricultura e a chegada de novos moradores fizeram com que a região se integrasse progressivamente ao sistema administrativo estadual e municipal.

O fim da Colônia Militar e a transformação administrativa

    Um dos momentos fundamentais dessa história ocorreu em 1913, quando a antiga Colônia Militar deixou de estar subordinada à administração federal. Segundo documentação histórica municipal, em janeiro daquele ano a colônia foi extinta como estrutura militar e seu território passou à administração do Estado do Rio Grande do Sul, sendo posteriormente incorporado ao município de Palmeira das Missões (ESPERANÇA DO SUL, 2019).
    A mudança foi significativa. O território que inicialmente havia sido organizado para fins de defesa e ocupação militar passou a ser administrado dentro da estrutura civil do Estado e dos municípios. A antiga sede da colônia transformou-se posteriormente no 5º Distrito de Palmeira das Missões, denominado Alto Uruguai.
    A partir desse momento, intensificou-se a colonização civil. A região passou a receber famílias provenientes de outras áreas do Rio Grande do Sul, especialmente descendentes de imigrantes alemães e italianos. A ocupação agrícola avançou e novos núcleos comunitários foram formados.

Da antiga colônia ao município de Três Passos

    O núcleo do Pouso dos Três Passos tornou-se gradualmente um importante centro de ocupação. O crescimento populacional e econômico levou à criação do distrito de Três Passos em 20 de janeiro de 1913, subordinado inicialmente a Palmeira das Missões (IBGE, 1959). Durante as décadas seguintes, o crescimento da população e da agricultura acelerou a transformação do território.
    A partir aproximadamente de 1930, chegaram à região grupos provenientes das antigas colônias alemãs e italianas do Rio Grande do Sul. Essas famílias buscavam novas terras para estabelecer propriedades agrícolas, fenômeno relacionado ao esgotamento e à elevada densidade populacional das antigas áreas coloniais (IBGE, 1959).
    O antigo núcleo militar, portanto, funcionou como uma espécie de ponto inicial de uma cadeia de ocupação territorial: Colônia Militar do Alto Uruguai → Estrada Geral → Guarda avançada → Pouso dos Três Passos → núcleo de povoamento → distrito → município de Três Passos.
    Em 28 de dezembro de 1944, Três Passos foi elevado à categoria de município. Naquele momento, o território municipal era muito mais extenso do que o atual, abrangendo diversos distritos que posteriormente seriam emancipados.

A relação com Tiradentes do Sul

    A relação histórica com Tiradentes do Sul é ainda mais direta do ponto de vista territorial, pois a antiga sede da Colônia Militar do Alto Uruguai estava situada na área que atualmente integra o município.
    Atualmente, a Vila Centenária do Alto Uruguai, em Tiradentes do Sul, preserva elementos relacionados à antiga ocupação militar, entre eles o antigo quartel militar e a Escadaria Centenária, que conduz em direção ao rio Uruguai. O Governo do Estado do Rio Grande do Sul reconhece o local como um importante patrimônio histórico e turístico do município (RIO GRANDE DO SUL, 2026).
    Durante o processo de organização territorial posterior à extinção da colônia, a área passou a integrar o município de Palmeira das Missões e, posteriormente, o território de Três Passos.
    No século XX, a área correspondente ao atual Tiradentes do Sul passou a constituir um dos distritos de Três Passos. A divisão administrativa de 1979, por exemplo, registrava Tiradentes entre os distritos do município de Três Passos.
    O processo de emancipação ocorreu no final do século XX. Pela Lei Estadual nº 9.635, de 20 de março de 1992, foram desmembrados de Três Passos os distritos de Tiradentes, Alto Uruguai e Lajeado Bonito, constituindo-se o novo município de Tiradentes do Sul (TRÊS PASSOS, 2026).
    Dessa maneira, pode-se estabelecer uma relação histórica e administrativa bastante clara: Colônia Militar do Alto Uruguai → administração estadual → Palmeira das Missões → Três Passos → emancipação de Tiradentes do Sul.
    É importante, porém, não interpretar essa sequência como se todo o território da antiga Colônia Militar tivesse simplesmente se transformado nos dois municípios. O território original era muito mais amplo e passou por diversas reorganizações administrativas ao longo de mais de um século.

A importância histórica da Colônia Militar

    A importância da Colônia Militar do Alto Uruguai para a história regional ultrapassa sua função original de defesa da fronteira. Sua instalação criou uma estrutura permanente de presença do Estado em uma região anteriormente pouco integrada à administração provincial. A abertura e manutenção de caminhos possibilitou maior circulação entre o interior e o rio Uruguai. A presença militar estimulou a instalação de moradores e estabeleceu pontos de apoio ao longo das estradas.
    Um desses pontos foi justamente o Pouso dos Três Passos, que posteriormente se transformaria no núcleo urbano de Três Passos.
    Ao mesmo tempo, a sede da própria colônia permaneceu como referência territorial no espaço que atualmente pertence a Tiradentes do Sul. Por isso, a memória da antiga Colônia Militar permanece presente nos dois municípios, embora de maneiras distintas.
    Em Tiradentes do Sul, encontram-se os vestígios físicos da antiga sede militar, especialmente na Vila Centenária do Alto Uruguai. Em Três Passos, a herança da colônia manifesta-se principalmente através da história do Pouso dos Três Passos, da antiga estrada e do processo de povoamento que conduziu à formação do núcleo urbano.

Religiosidade

    Pouco se fala da religiosidade do povo da Colônia Militar do Alto Uruguai, sabe-se apenas que a maioria dos militares praticavam a religião católica. 
    Ao observar em minha visita, pude notar claramente uma divisão. Havia um cemitério antigo, que provavelmente nasceu com a colônia, ,itas sepulturas antigas e algumas que já se perderam no tempo. Em contraponto, existe um novo cemitério, utilizado principalmente pelos novos colonos que chegaram para povoar a região, onde é possível observar muitos sobrenomes alemães e italianos. O novo cemitério surgiu com a capela que foi construída na vila.
    Em uma breve conversa com moradores locais, eles me confirmaram essa observação e ainda complementaram que o antigo cemitério também ainda era utilizado por essas famílias tradicionais da origem da colônia. 
Antigo cemitério
Igreja
Salão de festas
Pontos turísticos

    No local ainda podemos observar estruturas originais do começo da colônia, como o antigo quartel militar e a escadaria centenária, que era a ligação original da área onde estava instalada a antiga colônia e o rio Uruguai.
Entrada da Vila
Vista do Rio Uruguai da escadaria
Considerações finais

    A Colônia Militar do Alto Uruguai constitui um dos principais marcos da história territorial do noroeste do Rio Grande do Sul. Criada em 1879 pelo Governo Imperial, sua implantação esteve relacionada à necessidade de afirmar a soberania brasileira em uma região de fronteira, controlar os caminhos que conduziam ao rio Uruguai e promover a ocupação permanente do território.
    A construção da Estrada Geral e de postos de guarda permitiu que a presença estatal ultrapassasse os limites da sede militar. Em 1882, a instalação de uma guarda avançada aproximadamente 35 quilômetros ao sul deu origem ao Pouso dos Três Passos, núcleo que posteriormente se transformaria no município de Três Passos.
    Por outro lado, a antiga sede da Colônia Militar permaneceu como referência territorial na área que hoje integra Tiradentes do Sul. Após o encerramento da administração militar, em 1913, o território passou por sucessivas reorganizações administrativas, até que parte dele integrasse o município de Três Passos e, posteriormente, desse origem a novos municípios.
    Assim, a história de Três Passos e Tiradentes do Sul possui uma origem territorial comum. A Colônia Militar do Alto Uruguai foi o primeiro grande núcleo institucional de ocupação implantado pelo Estado brasileiro naquela área e funcionou como ponto de partida para um processo que, ao longo de mais de um século, envolveu abertura de estradas, ocupação agrícola, imigração, formação de comunidades, criação de distritos e emancipações municipais.
    A antiga Colônia Militar, portanto, deve ser entendida não apenas como uma instalação militar do período imperial, mas como um marco fundador do processo histórico de ocupação e organização territorial do noroeste gaúcho, cuja herança permanece visível tanto em Três Passos quanto em Tiradentes do Sul.

_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _

Clique aqui para ver o antigo cemitério  da Colônia Militar do Alto Uruguai (ainda em compilação).
Clique aqui para ver o novo cemitério  da Colônia Militar do Alto Uruguai (ainda em compilação).
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte:
Schneider, Eduardo Daniel. [Nome da publicação] Blog Memórias do Povo Rio-grandense, disponível em: https://eduardodanielschneider.blogspot.com/ Acessado em: [data do acesso]

Valorize esse trabalho!

Referências:

BRÜGGEMANN, Adelson André. A sentinela isolada: o cotidiano da Colônia Militar do Alto Uruguai – 1879-1913. 2013. Dissertação (Mestrado em História) – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2013. Disponível em: https://tede2.pucrs.br/tede2/bitstream/tede/2490/1/388943.pdf. Acesso em: 23 ago. 2026.

ESPERANÇA DO SUL (Município). Plano Municipal de Educação. Esperança do Sul: Prefeitura Municipal, 2019. Disponível em: https://sitearquivosbr.s3-sa-east-1.amazonaws.com/1200/Conteudos/4813/83r8u0ihqvl7rhdhjx6p_PLANOMUNICIPALDEEDUCACAOAlteradoem2019.pdf. Acesso em: 23 ago. 2026.

IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Três Passos: Rio Grande do Sul. Rio de Janeiro: IBGE, 1959. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/biblioteca/visualizacao/dtb/riograndedosul/trespassos.pdf. Acesso em: 23 ago. 2026.

RIO GRANDE DO SUL. Secretaria de Turismo. Tiradentes do Sul. Porto Alegre: Governo do Estado do Rio Grande do Sul, 2026. Disponível em: https://www.turismo.rs.gov.br/turismo/municipio/visualizar/282. Acesso em: 23 ago. 2026.

TRÊS PASSOS (Município). Prefeitura Municipal. História de Três Passos. Três Passos: Prefeitura Municipal, 2012. Disponível em: https://www.trespassos.rs.gov.br/novo/artigos.php?id=5. Acesso em: 23 ago. 2026.

TRÊS PASSOS (Município). Câmara Municipal de Vereadores. História do município. Três Passos: Câmara Municipal de Vereadores, 2018. Atualizado em 8 ago. 2025. Disponível em: https://www.trespassos.rs.leg.br/institucional/historia-do-municipio-1. Acesso em: 23 ago. 2026.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Localização e caracterização do município de Três Passos. Porto Alegre: UFRGS, 2013. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/87405/000908190.pdf. Acesso em: 23 ago. 2026.

OPENAI. ChatGPT. [S. l.]: OpenAI, 2026. Disponível em: https://chatgpt.com/. Acesso em: 23 ago. 2026.

Caso você tenha qualquer colaboração, ela pode ser enviada para eduardodanielschneider@gmail.com, seu nome será posto como colaborador ao fim da postagem.
Fotos enviadas, caso usadas, serão referenciadas em seu nome.

Pesquise sua ascendência!

Morro dos Bugres, Santa Maria do Herval/RS

O uso de qualquer parte desta pesquisa é autorizada, desde que seja referenciada! Valorize a minha pesquisa! Ainda em pesquisa. Última atualização: 21/08/2026 (texto compilado)

    A comunidade de Morro dos Bugres, atualmente pertencente ao município de Santa Maria do Herval, constitui um dos mais antigos núcleos de colonização alemã da região. A ocupação ocorreu aproximadamente entre 1835 e 1838, antes mesmo da formação do núcleo que posteriormente daria origem à sede de Santa Maria do Herval. Na época, a localidade integrava a área da antiga Colônia de São Leopoldo e, posteriormente, passou a fazer parte do distrito de Dois Irmãos. O próprio IBGE reconhece Morro dos Bugres como a primeira localidade do atual município, cuja ocupação teve início entre 1835 e 1838.
    Os primeiros colonizadores eram, em sua maioria, imigrantes alemães provenientes da região do Hunsrück, especialmente da localidade de Buch, na atual Renânia-Palatinado. Por essa razão, o núcleo recebeu originalmente o nome de Bucherberg, expressão que pode ser entendida como “morro de Buch” ou “morro dos imigrantes de Buch”. Com o passar do tempo, a denominação sofreu alterações na tradição oral e nos documentos, aparecendo também como Bugerberg e, posteriormente, dando origem à denominação portuguesa Morro dos Bugres.
    A presença de famílias provenientes de Buch é particularmente importante para compreender a formação da comunidade. Entre os imigrantes registrados como originários daquela localidade encontram-se Nicolau Weber e sua esposa Catharina Müssnich, Nicolau Dapper, Johann Peter Dapper, Elisabeth Dapper, Johannes Machry, Anna Margaretha Machry, Johannes Wickert, Johann Peter Schmitz, Joseph Müller, Andreas Mathias Müller, Peter Joseph Ferst, Jacob Philippsen, Johann Wehrmann, Jacob Thomas, entre outros. A documentação histórica ressalta que nem todos os imigrantes necessariamente declaravam Buch como local de nascimento, podendo indicar uma localidade maior próxima, razão pela qual a relação dos pioneiros pode ser ainda mais ampla.
    Entre as famílias que tiveram papel destacado na formação da localidade encontra-se a família Weber. Nicolau Weber é particularmente importante na história do Morro dos Bugres, pois, juntamente com sua esposa Catharina Müssnich Weber, doou terras para a construção da primeira capela, escola e cemitério da comunidade. Registros genealógicos também indicam que Weber havia chegado ao Brasil com seus filhos do primeiro casamento e posteriormente constituiu família com Catharina Müssnich. Sua propriedade localizava-se no lote nº 82, na área do atual Morro dos Bugres.
    A consolidação da comunidade ocorreu em 1849, quando moradores de Morro dos Bugres (Bucherberg), Walachai e Jammerthal se uniram para construir a primeira capela, dedicada a São Francisco Xavier, além de uma escola e um cemitério. Segundo o acervo histórico municipal, 40 associados participaram da fundação da comunidade. A ata de fundação preserva os nomes dos pioneiros que participaram da construção, constituindo uma das principais fontes para identificar as famílias fundadoras. 
    Entre os 40 primeiros associados registrados na ata de fundação de 1849, encontram-se: Peter Joseph Ferst, Peter Liesenfeld, Johann Heinrich Schwickert, Schwickert Schnoor, Johann Jacob Schwaab, Philipp Braun, Peter Hartmann, Christopher Gregorius, Nikolaus Seibel, Peter Zimmer, Nicolaus Dapper, Heinrich Philipp Wüst, Jacob Breit, Jakob Boeff, Christoph Lauxen, Joseph Müller, Christian Kasper, Johann Nicolaus Müssnich, Nicolaus Weber, Johannes Wehrmann, Jakob Philippsen, Anton Barden, Joseph Endres, Michael Willwert, Philipp Weiler, Johann Anton Bender, Johannes Machry, Mathias Alflen, Peter Bender, Gispert Kolsch, Jakob Ritter, Michael Schauren, Nicolau Wilchen, Heinrich Feldmann, Adam Johann, viúva Margaretha Schädler, Mathias Klauck, Johannes Peter Diel e Caspar Schaab. Essa relação é especialmente relevante porque demonstra que a formação do núcleo não foi resultado da iniciativa de uma única família, mas de uma rede de famílias imigrantes que se organizaram coletivamente para estruturar a vida religiosa, educacional e comunitária.
Primeira capela construída em meados de 1849
Fonte da foto: Prefeitura Municipal de Santa Maria do Herval
    Em 1914 a igreja foi substituída por outra em estilo enxaimel, característica da imigração alemã no Sul do Brasil, igreja que existente até os dias atuais. Posteriormente foi adicionada uma nova torre com sino na frente da capela, configuração que permanece até os dias de hoje. Elementos da primeira capela de 1849, como a porta, a fechadura, a chave e a cruz de ferro, foram preservados. 
Igreja construída em 1914
Fonte da foto: Prefeitura Municipal de Santa Maria do Herval
Foto atual da igreja de Morro dos Bugres, Santa Maria do Herval/RS
Veja que a antiga torre apenas foi retirada e a igreja rebocada.
Foto: Eduardo Daniel Schneider
Salão comunitário de Morro dos Bugres, Santa Maria do Herval/RS
Foto: Eduardo Daniel Schneider
    A educação também teve papel fundamental. Johann Nicolaus Müssnich foi escolhido como primeiro professor da comunidade e é considerado pela documentação municipal o primeiro professor comunitário do território que hoje corresponde a Santa Maria do Herval. Além de lecionar, Müssnich exercia funções religiosas e comunitárias: atuava como sacristão, preparava crianças para a Primeira Comunhão, conduzia cantos religiosos, realizava devoções dominicais e auxiliava nos sepultamentos. Permaneceu nessas funções até 1879, quando se transferiu com sua família para novas áreas de colonização em Estrela e Lajeado. É bom lembrar que a escola comunitária mais próxima na época ficava em Dois Irmãos, numa distância hoje de 15km em um terreno irregular e montanhoso.
    Existem outras famílias alemãs que posteriormente a fundação da comunidade se juntaram ao núcleo e foram importantes para sua formação. Podemos citar, por exemplo, a família Schneider. Anton Schneider e Margaretha Lang chegaram em 1853 em Morro dos Bugres e eram famosos pela sua religiosidade e pela sua habilidade com construção de estilo enxaimel trazido da Alemanha (clique aqui para ler mais). Pedro, filho de Anton, se especializou na construção, sendo responsável por construir a primeira capela escola de Santa Clara (clique aqui para ler mais). Anton e seus filhos (também conhecidos como "os irmãos Schneider") ajudaram a desenvolver o núcleo e posteriormente foram residir no atual município de Santa Clara/RS em busca de terras melhores (a área do lote em que estavam basicamente era formada por um pequena faixa agricultável e o restante era constituída por morros íngremes).
    A importância histórica do Morro dos Bugres ultrapassa, portanto, a dimensão de uma simples localidade rural. O núcleo tornou-se um polo de organização comunitária da colonização alemã, reunindo inicialmente famílias de diferentes picadas e oferecendo os elementos essenciais para a manutenção da vida coletiva: terra, produção agrícola, religião, escola, cemitério e relações de parentesco e vizinhança. Os colonos dedicavam-se principalmente ao cultivo de cevada, trigo, centeio, fumo, milho e feijão, enfrentando as dificuldades impostas pelo relevo montanhoso, pelo isolamento e pela necessidade de abertura das áreas de cultivo.
    Dessa forma, Morro dos Bugres/Bucherberg pode ser considerado o núcleo pioneiro da ocupação germânica do território de Santa Maria do Herval e um dos mais importantes do estado. A chegada de famílias como Weber, Müssnich, Dapper, Schmitz, Machry, Wickert, Müller, Ferst, Wehrmann, Philippsen, Bender, Kasper, Hartmann, Weiler, Wilchen e outras estabeleceu as bases demográficas e comunitárias que permitiram a expansão posterior da colonização para a Linha Herval e para outras localidades. A partir desse núcleo inicial, a ocupação avançou para áreas que posteriormente formariam o município de Santa Maria do Herval, consolidando uma paisagem cultural marcada pela agricultura familiar, pelo idioma e costumes alemães, pela religiosidade e pela organização comunitária.
Cruz do centenário da imigração alemã (1824-1924) e homenagem aos fundadores
Foto: Eduardo Daniel Schneider
Detalhe das inscrições da Cruz do centenário da imigração alemã (1824-1924)
Foto: Eduardo Daniel Schneider
Detalhe da homenagem aos fundadores
Foto: Eduardo Daniel Schneider
Vista da Igreja e do Salão
Foto: Eduardo Daniel Schneider
Detalhe da rua principal
Foto: Eduardo Daniel Schneider
Detalhe dos morros que circundam a comunidade
Foto: Eduardo Daniel Schneider
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _

_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte:
Schneider, Eduardo Daniel. [Nome da publicação] Blog Memórias do Povo Rio-grandense, disponível em: https://eduardodanielschneider.blogspot.com/ Acessado em: [data do acesso]

Valorize esse trabalho!

Texto baseado nas seguintes referências:
- BRAUN, Aloísio Donato; SCHMITT. Do Velho Mundo para o Bucherberg ou Bugerberg: um Novo Mundo. Obra histórica mencionada no acervo do Museu Histórico Municipal Professor Laurindo Vier e utilizada como referência para a documentação da comunidade de Morro dos Bugres.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Santa Maria do Herval – Histórico. Rio de Janeiro: IBGE. O documento registra Morro dos Bugres como a primeira localidade do atual município, com ocupação iniciada entre 1835 e 1838.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA MARIA DO HERVAL. Histórico de Santa Maria do Herval. Santa Maria do Herval: Prefeitura Municipal.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA MARIA DO HERVAL – MUSEU HISTÓRICO MUNICIPAL PROFESSOR LAURINDO VIER. Morro dos Bugres Baixo – Acervo Histórico. Santa Maria do Herval: Museu Histórico Municipal Professor Laurindo Vier.

SCHUPP, Ambrósio. Os Mucker. 5. ed. [s.l.: s.n.], 1900. Obra citada pelo acervo histórico municipal na discussão sobre a denominação Bucherberg.

ROTA ROMÂNTICA. Rota Romântica – 25 anos de história. Material histórico sobre a colonização e formação dos municípios da região, incluindo Santa Maria do Herval e Morro dos Bugres.

WAGNER, Anna. Texto publicado no Familienfreund, 1928, citado pela Prefeitura de Santa Maria do Herval na documentação histórica sobre os primeiros colonizadores católicos da região.

Caso você tenha qualquer colaboração, ela pode ser enviada para eduardodanielschneider@gmail.com, seu nome será posto como colaborador ao fim da postagem.
Fotos enviadas, caso usadas, serão referenciadas em seu nome.

Pesquise sua ascendência!

Cemitério Morro dos Bugres - Santa Maria do Herval/RS

O uso de qualquer parte desta pesquisa é autorizada, desde que seja referenciada! Valorize a minha pesquisa! Ainda em pesquisa. Última atualização: 20/08/2026
    A comunidade de Morro dos Bugres ou Bugerberg (nome em alemão) foi a primeira comunidade dessa região da colonização e a capela foi fundada em 1849 (clique aqui para ler mais).  Junto com ela foi fundado o cemitério. O cemitério fica a esquerda da antiga capela e era cercado por um muro de pedras. Atualmente o cemitério está na mesma localização, mas a atual capela foi construída de frente para a antiga capela e cemitério.
Vista da antiga capela e parte do cemitério do Cemitério Morro dos Bugres - Santa Maria do Herval/RS
Fonte: Foto existente no monumento da capela atual
Vista atual do Cemitério Morro dos Bugres - Santa Maria do Herval/RS
    No dia do levantamento fiz um tour por vários cemitérios da região e fiquei sem bateria em Bugerberg. Também, infelizmente, não levei um giz para extrair as informações das sepulturas ilegíveis. Sendo estas as considerações, segue a lista do sepultados em Burgerberg (as fotos que constam "clique aqui para ler mais" já estão online).
- Anna Seger ☆28/03/1897 ✞14/05/1965;
- Elizabetha Seger ☆15/06/1890 ✞06/05/1970;
- Jacob Seger ☆16/04/1891 ✞20/04/1973;
- Suzana Kunst Anschau ☆23/06/1872 ✞27/12/1949;
- Anna Kaefer (nascida Zimmer) ☆24/06/1888 ✞18/5/1950;
- João Kaefer ☆14/4/1888 ✞28/1/1960;
- Kahdarin Knorst (nascida Böff) ☆2/6?/1879? ✞1/10/1962?;
- Franz Dapper ☆6/12/1884 ✞7/1/1894;
- Nikolaus Dapper ☆29/8/1883 ✞10/8/1897;
- Luise Arnold ☆23/9/1848 ✞?/?/1913;
- Josef Kasper ☆6/10/1813? ✞20/12/1896;
- Katharina Kasper ☆6/7/1823 ✞27/12/1896;
- Franz Tapper (Dapper?) ☆6/3/1897 ✞12/3/1897;
- Leoboldina (Leopoldina?) Raumann ☆10/12/1897 ✞2/Juni?/1898;
- Johanni? Tapper (Dapper?) - escreveram em algarismos diferentes;
- M. Mingert? ☆ 27/6/1903✞9/12/1906;
- João Olbermann ☆15/5/1860 ✞8/7/1923;
- Ilegível;
- Elisabetha Käfer☆26/1/1893 ✞11/4/1912?;
- Jacob Zimmer ☆17/2/1896 ✞18/1/1913;
- Ilegível;
- Katharina Zimmer (nascida Mauer?)☆21/2/1858 ✞29/3/1915?;
- Phellip Arnold - ilegível;
- Rosalina Schu?☆6/8/1888 ✞?/6/1910;
- Cornelius Arnold - ilegível;
- Nicolaus Käfer ☆29/9/1857 ✞3/3/1918;
- Nicolau Weber ☆29/7/1865 ✞4/8/1918;
- Elisabetha Weber (nascida Reier) ☆3/5/1868 ✞6/5/1926;
- Ilegível;
- João Peter Olbermann ☆5/11/1898 ✞25/1/1920;
- Elisabetha Mallmann (nascida Dapper) ☆26/8/1875 ✞1/6/1920;
- Nicolau Bender - ilegível;
- Margareta Dapper (nascida Wie?) ☆1839 ✞192?;
- ??? Böff ☆22/6//18?? ✞2?/1/????;
- Luise Arnold (nascida Diter) ☆23/7/1886 ✞31/1/1922;
- Anna M. Kaspar (nascida?) Dapper ☆24/6/1859 ✞7/3/1923?;
- A????? Schürk (nascida Kaumann) ☆ ?/3/1859 ✞18/10/1924;
- Leopoldina? ?ehne (nascida Weber?)☆1901 ✞13/4/1926;
- Ilegível;
- Guilhermina Arnold Fritsch ☆12/03/1896 ✞23/06/1933;
- Emilio Fritsch ☆03/08/1899 ✞15/12/1989;
- Wilhelm Schurk ☆21/??/1858 ✞18/3/1934;
- Luiza Dapper (nascida Zimmer) ☆11/9/1866 ✞1/10/1942;
- Franz Dapper ☆3/5/1861 ✞30/6/1932; 
- ??? Dapper ☆190? ✞1932;
- Peter Henrich ☆5/12/1874 ✞27/10/1931;
- Alvina Arnold ?aeger ☆ ✞30/?/1930 faleceu 27 anos;
- Duas cruzes sem identificação aparente;
- Lina Arnold (nascida Gburt?) ☆2/?/1906 ✞?/?/1926;
- Ilegível;
- Maria Arnold ☆30/10/???? ✞28/11/1926;
- Ilegível;
- Margareta Weber ☆16/7/1931? ✞12/6/???;
- Katharina Dapper (nascida Schmitz) ☆4/5/1858 ✞12/1/1938;
- Fernando Dapper ☆15/10/1878 ✞2/7/1938;
- Theresia Backes (nascida Dapper) ☆11/2/1880 ✞23/4/1948;
- Lydia Knorst (nascida Weiland) ☆23/11/1899 ✞2/12/1938;
- Pedro Knorst (sem datas);
- Manuel Johann ☆6/5/1871 ✞29/1/19?9;
- Pedro Kasper? ☆15/11/1858 ✞3/9/1940;
- Maria Kaefer Naumann ☆10/04/1876 ✞15/3/1942;
- Nicolau Naumann ☆15/6/1877 ✞?/10/1940;
- Jaco Krotz ☆13/61894 ✞1/1/1944;
- José Götz - datas ilegiveis (criança);
- Duas cruzes Johann ilegíveis;
- Na foto ficou ilegível;
- Walmiro? Dapper ☆ ✞ 16 abril 1936;
- Teobald Dapper ☆ Fevereiro 1902 ✞ Maio 1902;
- Sibila Holz ☆25/04/1?34 ✞2/6/1939.

_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _

Precisa de alguma das fotos para sua pesquisa? Me avise que coloco ela online.
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _

_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte:
Schneider, Eduardo Daniel. [Nome da publicação] Blog Memórias do Povo Rio-grandense, disponível em: https://eduardodanielschneider.blogspot.com/ Acessado em: [data do acesso]

Valorize esse trabalho!

Caso você tenha qualquer colaboração, ela pode ser enviada para eduardodanielschneider@gmail.com, seu nome será posto como colaborador ao fim da postagem.
Fotos enviadas, caso usadas, serão referenciadas em seu nome.

Pesquise sua ascendência!

Linha Saltinho do Café - Alpestre/RS

O uso de qualquer parte desta pesquisa é autorizada, desde que seja referenciada! Valorize a minha pesquisa! Ainda em pesquisa. Última atualização: 12/08/2026

    A comunidade da Linha Saltinho do Café é uma comunidade rural do município de Alpestre/RS. A comunidade conta com uma capela católica, um salão de festas e e uma escola municipal ainda em funcionamento.
Igreja católica Sagrado Coração de Jesus
Detalhe
Salão de festas da Linha Saltinho do Café - Alpestre/RS
Escola Municipal Tiradentes - Linha Saltinho do Café - Alpestre/RS
    O cemitério traz luz sobre a colonização do local. Algumas das sepulturas estão escritas em polonês, demonstrando que a colonização da comunidade é, em sua maioria, de imigrantes e descedentes de imigrantes de origem polonesa. Observamos sobrenomes como Gracik, Chliosk, Crupinski, Grando, Mesnerewics, entre outros.
"Tu spoczywa"
 Aqui descansa
"Barbara Meśnerowicz"
"Umarła 2 Kwietnia 1950 Roku"
 Faleceu em 2 de abril do ano de 1950
"Lat 88"
Idade 88 anos
"Sdrowas Maria"
Ave-Maria
    Clique aqui para ver as sepulturas fotografadas do cemitério (ainda em transcrição).
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte:
Schneider, Eduardo Daniel. [Nome da publicação] Blog Memórias do Povo Rio-grandense, disponível em: https://eduardodanielschneider.blogspot.com/ Acessado em: [data do acesso]

Valorize esse trabalho!

Caso você tenha qualquer colaboração, ela pode ser enviada para eduardodanielschneider@gmail.com, seu nome será posto como colaborador ao fim da postagem.
Fotos enviadas, caso usadas, serão referenciadas em seu nome.

Pesquise sua ascendência!

Esquina Leviski - Alegria/RS

O uso de qualquer parte desta pesquisa é autorizada, desde que seja referenciada! Valorize a minha pesquisa! Ainda em pesquisa. Última atualização: 12/08/2026

    A Esquina Leviski é uma comunidade do município de Alegria/RS. O nome "Leviski" (ou Lewiski) vem de famílias pioneiras de imigrantes da região, como a de Ladislau Leopoldo Lewiski, registrada em memórias locais desde meados do século XX (Rondons, 2026). Os seus primeiros habitantes, como do próprio município de Alegria, foram indígenas conhecidos como queixos furados, os quais foram derrotados e expulsos na região após entraram em confronto com os primeiros habitantes descendentes de europeus que chegaram no local. A colonização propriamente dita foi iniciada próximo aos anos de 1920 com a chegada de colonos alemães e poloneses vindos das colônias velhas. (IBGE Cidades, 2026).
    A Esquina Leviski conta com uma igreja católica e o salão comunitário São Roque.
Igreja católica da Esquina Leviski - Alegria/RS
    O cemitério não foi fotografado.
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte:
Schneider, Eduardo Daniel. [Nome da publicação] Blog Memórias do Povo Rio-grandense, disponível em: https://eduardodanielschneider.blogspot.com/ Acessado em: [data do acesso]

Valorize esse trabalho!

Referências: Radons, Diogo. Redes Socias, 2026.

Caso você tenha qualquer colaboração, ela pode ser enviada para eduardodanielschneider@gmail.com, seu nome será posto como colaborador ao fim da postagem.
Fotos enviadas, caso usadas, serão referenciadas em seu nome.

Pesquise sua ascendência!

Distrito Espírito Santo - Alegria/RS

O uso de qualquer parte desta pesquisa é autorizada, desde que seja referenciada! Valorize a minha pesquisa! Ainda em pesquisa. Última atualização: 12/08/2026

    Distrito Espírito Santo é um distrito do município de Alegria/RS. Os seus primeiros habitantes, como do próprio município de Alegria, foram indígenas conhecidos como queixos furados, os quais foram derrotados e expulsos na região após entraram em confronto com os primeiros habitantes descendentes de europeus que chegaram no local. A colonização propriamente dita foi iniciada próximo aos anos de 1920 com a chegada de colonos alemães e poloneses vindos das colônias velhas. O distrito ganhou mais notoriedade com a emancipação de Alegria, onde a comunidade foi elevada a Distrito de Espírito Santo (IBGE Cidades, 2026).
    O distrito conta com uma matriz católica e um salão da matriz católica, o esporte clube 1° de maio. O distrito também conta com igreja Assembléia de Deus e igreja de Cristo.
Igreja católica
Cruz das Missões.
Esporte Clube 1° de Maio
    O cemitério não foi fotografado.
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte:
Schneider, Eduardo Daniel. [Nome da publicação] Blog Memórias do Povo Rio-grandense, disponível em: https://eduardodanielschneider.blogspot.com/ Acessado em: [data do acesso]

Valorize esse trabalho!

Caso você tenha qualquer colaboração, ela pode ser enviada para eduardodanielschneider@gmail.com, seu nome será posto como colaborador ao fim da postagem.
Fotos enviadas, caso usadas, serão referenciadas em seu nome.

Pesquise sua ascendência!

Fridrich Peter Dombrowsky e Berta

O uso de qualquer parte desta pesquisa é autorizada, desde que seja referenciada! Valorize a minha pesquisa! Ainda em pesquisa. Última atualização: 08/08/2026

- Fridrich Pedro Dombrowsky (☆1/3/1898✞17/3/1961)
- Berta Dombrowsky (☆2/12/1892✞27/12/1962?)



_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
Dados genealógicos em pesquisa.


Pai:
Avô paterno:
Avó partena:
Mãe:
Avô materno:
Avó materna:


Pai:
Avô paterno:
Avó partena:
Mãe:
Avô materno:
Avó materna:
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte:
Schneider, Eduardo Daniel. [Nome da publicação] Blog Memórias do Povo Rio-grandense, disponível em: https://eduardodanielschneider.blogspot.com/ Acessado em: [data do acesso]

Valorize esse trabalho!

Fontes consultadas:
Caso você tenha qualquer colaboração, ela pode ser enviada para eduardodanielschneider@gmail.com, seu nome será posto como colaborador ao fim da postagem.
Fotos enviadas, caso usadas, serão referenciadas em seu nome.

Pesquise sua ascendência!

Eduardo Dombrowsky

O uso de qualquer parte desta pesquisa é autorizada, desde que seja referenciada! Valorize a minha pesquisa! Ainda em pesquisa. Última atualização: 08/08/2026

    Eduardo Dombrowsky nasceu em 8de junho de 1932 e faleceu em 22 de fevereiro de 1960.
Sepultura de Eduardo Dombrowsky
 _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
Dados genealógicos não pesquisados.


Pai:
Avô paterno:
Avó partena:
Mãe:
Avô materno:
Avó materna:


Pai:
Avô paterno:
Avó partena:
Mãe:
Avô materno:
Avó materna:
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte:
Schneider, Eduardo Daniel. [Nome da publicação] Blog Memórias do Povo Rio-grandense, disponível em: https://eduardodanielschneider.blogspot.com/ Acessado em: [data do acesso]

Valorize esse trabalho!

Fontes consultadas:

Caso você tenha qualquer colaboração, ela pode ser enviada para eduardodanielschneider@gmail.com, seu nome será posto como colaborador ao fim da postagem.
Fotos enviadas, caso usadas, serão referenciadas em seu nome.

Pesquise sua ascendência!

Cemitério Congregacional Linha Timbaúva - Candido Godói/RS

O uso de qualquer parte desta pesquisa é autorizada, desde que seja referenciada! Valorize a minha pesquisa! Ainda em pesquisa. Última atualização: 08/08/2026

Entrada do Cemitério Congregacional Linha Timbaúva - Candido Godói/RS

    O Cemitério Congregacional Linha Timbaúva - Candido Godói/RS é relativamente novo. Nesse cemitério forma fotografados apenas as 3 sepulturas mais antigas pertencentes a família Dombrowsky. datados da década de 60.

_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte:
Schneider, Eduardo Daniel. [Nome da publicação] Blog Memórias do Povo Rio-grandense, disponível em: https://eduardodanielschneider.blogspot.com/ Acessado em: [data do acesso]

Valorize esse trabalho!

Caso você tenha qualquer colaboração, ela pode ser enviada para eduardodanielschneider@gmail.com, seu nome será posto como colaborador ao fim da postagem.
Fotos enviadas, caso usadas, serão referenciadas em seu nome.

Pesquise sua ascendência!

Comunidade católica Linha Ressaca - Campina das Missões/RS

O uso de qualquer parte desta pesquisa é autorizada, desde que seja referenciada! Valorize a minha pesquisa! Ainda em pesquisa. Última atualização: 31/03/2026

    No interior do município de Campinas de Missões/RS, divisa com Cerro Largo/RS, banhado pelo belo rio de Comandaí, encontramos a charmosa Comunidade católica da Linha Ressaca. A comunidade conta com uma bela igreja com um belo altar decorado, um salão comunitário e também uma escola (destivada). 
    O padroeiro da comunidade é o Santo Afonso de Ligori. Santo Afonso de Ligório foi um bispo, teólogo, escritor e fundador da Congregação do Santíssimo Redentor (redentoristas), nascido em 1696 em Nápoles, Itália; destacou-se por sua atuação pastoral voltada aos mais pobres e por sua influência na teologia moral católica, sendo proclamado Doutor da Igreja. Entre suas principais obras estão Glórias de Maria, Teologia Moral, A Prática do Amor a Jesus Cristo e Preparação para a Morte, textos amplamente difundidos que abordam espiritualidade, devoção mariana e orientações éticas para a vida cristã.
Igreja da comunidade católica da Linha Ressaca

Detalhe da pedra fundamental e da placa da reforma realizada.

Imagem interna da Igreja

Detalhe do altar

Escola

Salão de festas
"Convívio familiar Santo Afonso de Ligori"
    No cemitério da Linha Ressaca, temos uma luz sobre as famílias que colonizaram o local. Sobrenomes como Perius, Bergemann, Spohr, Kolling, Webler, Steinmetz, Ten Caten, Lemke, Kramer, Schmatz, Thomas, Back, entre outros.


_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte:
Schneider, Eduardo Daniel. [Nome da publicação] Blog Memórias do Povo Rio-grandense, disponível em: https://eduardodanielschneider.blogspot.com/ Acessado em: [data do acesso]

Valorize esse trabalho!

Caso você tenha qualquer colaboração, ela pode ser enviada para eduardodanielschneider@gmail.com, seu nome será posto como colaborador ao fim da postagem.
Fotos enviadas, caso usadas, serão referenciadas em seu nome.

Pesquise sua ascendência!