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A história da ocupação territorial do noroeste do Rio Grande do Sul está profundamente relacionada às iniciativas do Governo Imperial brasileiro para estabelecer presença permanente em uma região de fronteira, marcada pela existência de extensas áreas de mata, pela presença de populações indígenas e pela proximidade com os territórios argentino e paraguaio. Nesse contexto, foi criada, no final do século XIX, a Colônia Militar do Alto Uruguai, empreendimento que constituiu um dos principais marcos iniciais da ocupação institucional e da posterior colonização da área onde atualmente se encontram, entre outros municípios, Três Passos e Tiradentes do Sul.
As primeiras iniciativas de ocupação do Alto Uruguai
Durante o século XIX, o Governo Imperial brasileiro demonstrava preocupação com o controle efetivo das regiões meridionais do território nacional. O Alto Uruguai apresentava importância estratégica por estar situado junto à fronteira internacional e por possuir extensas áreas de terras ainda pouco incorporadas à estrutura administrativa brasileira.
A preocupação não era exclusivamente militar. A região apresentava importantes recursos naturais, especialmente madeira e ervais, além de terras consideradas apropriadas para atividades agrícolas. A ocupação permanente era, portanto, entendida pelo Estado como uma forma de consolidar a soberania territorial e, simultaneamente, promover o aproveitamento econômico da região.
Uma das primeiras iniciativas ocorreu por volta de 1860, quando o Governo Imperial enviou uma comissão de engenheiros, dirigida pelo tenente-coronel José Maria Pereira Campos, com a finalidade de abrir uma picada e estudar a possibilidade de implantação de uma colônia militar. Após aproximadamente três anos de trabalhos, foi aberta uma estrada de dezenas de quilômetros em direção ao rio Uruguai. Entretanto, a aproximação da fronteira argentina provocou problemas diplomáticos e a iniciativa acabou sendo interrompida (IBGE, 1959).
A experiência demonstrou, contudo, a importância estratégica da região e contribuiu para que o governo retomasse posteriormente o projeto de instalação de uma estrutura militar permanente.
A criação da Colônia Militar do Alto Uruguai
A criação efetiva da Colônia Militar do Alto Uruguai ocorreu em 1879, durante o período imperial. A historiografia local e estudos acadêmicos relacionam sua criação à atuação de lideranças políticas da região de Cruz Alta, especialmente Diniz Dias, Barão de São Jacob, que teria defendido junto ao Governo Imperial a necessidade de ocupação daquela área.
A colônia foi criada pelo Decreto Imperial nº 7.221, de 15 de março de 1879. Estudos históricos indicam que a instalação ocorreu no final daquele mesmo ano, em 25 de dezembro de 1879, junto ao rio Uruguai, no local denominado Passo Grande ou Salto Grande (BRÜGGEMANN, 2013).
O empreendimento tinha uma dupla finalidade. De um lado, possuía caráter militar e estratégico, procurando garantir a presença do Estado brasileiro junto à fronteira. De outro, apresentava uma finalidade colonizadora, uma vez que a presença de militares, suas famílias e colonos deveria contribuir para a ocupação permanente do território.
O próprio estabelecimento da colônia deve ser compreendido dentro da política imperial de criação de colônias militares em áreas de fronteira. O Decreto nº 1.318, de 30 de janeiro de 1854, que regulamentou a Lei de Terras de 1850, já previa a possibilidade de estabelecimento de colônias militares em terras devolutas próximas aos limites do Império com países estrangeiros (BRÜGGEMANN, 2013).
Dessa forma, a Colônia Militar do Alto Uruguai não surgiu como uma iniciativa isolada. Ela fazia parte de uma política mais ampla do Império brasileiro de transformar áreas de fronteira, até então pouco integradas à administração estatal, em espaços efetivamente ocupados e controlados.
A localização da colônia e a Estrada Geral
A sede da Colônia Militar foi estabelecida junto à margem esquerda do rio Uruguai, em área que atualmente pertence ao município de Tiradentes do Sul. Essa localização é fundamental para compreender a relação histórica entre a antiga colônia e os municípios atuais.
A ligação da sede militar com o interior da província era realizada por uma estrada conhecida como Estrada Geral ou Picada Geral, que se estendia desde a região de Campo Novo em direção ao rio Uruguai. A estrada atravessava uma extensa área de mata e tinha importância estratégica tanto para o deslocamento das tropas quanto para a circulação de pessoas e mercadorias.
Segundo documentos históricos utilizados em estudos municipais, a estrada possuía mais de 70 quilômetros e constituía a principal via de acesso à Colônia Militar. Às suas margens começaram a se estabelecer moradores e colonizadores, dando início a núcleos de ocupação que posteriormente contribuiriam para a formação de diversos municípios da região (ESPERANÇA DO SUL, 2019).
Assim, a estrada desempenhou um papel tão importante quanto a própria instalação militar. Ela criou um eixo de circulação através do território e permitiu que o espaço situado entre o interior e o rio Uruguai fosse progressivamente ocupado.
A formação do território e a presença de colonos
Embora a Colônia Militar tivesse origem essencialmente ligada ao Estado e às forças militares, seu funcionamento também dependia da presença de moradores civis. A instalação de famílias e trabalhadores era importante para garantir a produção de alimentos e a manutenção da estrutura local.
Ao longo da Estrada Geral e nas proximidades da colônia começaram a se estabelecer diferentes grupos populacionais. Documentos municipais mencionam a presença de portugueses, açorianos, alemães, italianos e suecos entre os colonizadores que se instalaram progressivamente na região (ESPERANÇA DO SUL, 2019).
Esse processo de ocupação alterou gradualmente uma paisagem que anteriormente era caracterizada por grandes extensões de mata. A abertura de áreas para agricultura, a exploração madeireira, a construção de estradas e a instalação de moradias produziram uma transformação significativa do território.
É importante destacar que a região não era, entretanto, um espaço vazio. Antes da expansão da ocupação colonial e militar, diferentes populações indígenas habitavam o Alto Uruguai. A expansão das frentes de colonização representou também a incorporação de seus territórios aos projetos estatais de ocupação e exploração econômica.
O surgimento do Pouso dos Três Passos
A influência da Colônia Militar sobre a formação de Três Passos pode ser observada de maneira especialmente clara na construção de uma guarda avançada ao longo da Estrada Geral.
Em 1882, aproximadamente 35 quilômetros ao sul da Colônia Militar do Alto Uruguai, foi construída uma casa de guarda destinada à fiscalização e proteção da estrada. O local foi escolhido porque apresentava três pequenos cursos d'água, que forneciam água para os soldados, viajantes e animais que percorriam a estrada (TRÊS PASSOS, 2012). O ponto passou a ser conhecido como “Pouso dos Três Passos”.
A existência de água e a posição estratégica junto à estrada fizeram com que o local adquirisse importância para aqueles que percorriam a região. O pouso deixou gradualmente de funcionar apenas como ponto de parada e passou a atrair moradores.
Esse núcleo constitui o principal elo histórico entre a Colônia Militar do Alto Uruguai e a atual cidade de Três Passos. O município, portanto, não surgiu diretamente no local da sede da colônia militar, mas a partir de um ponto de apoio criado dentro da área de influência daquela estrutura militar e conectado a ela pela Estrada Geral.
Segundo o histórico oficial do município, o povoado posteriormente recebeu colonizadores atraídos pela fertilidade do solo, pela disponibilidade de água e pela localização junto às vias de comunicação (TRÊS PASSOS, 2012).
O desenvolvimento da Colônia e as mudanças políticas
A Colônia Militar do Alto Uruguai enfrentou dificuldades ao longo de sua existência. A região ainda era de difícil acesso e a estrutura administrativa e militar dependia de recursos e comunicações precárias.
Além das dificuldades naturais, o território foi atingido por acontecimentos políticos e militares que marcaram a história do Rio Grande do Sul. A antiga colônia sofreu impactos de movimentos revolucionários ocorridos no estado, inclusive durante a Revolução Federalista de 1893 e a Revolução de 1924, quando a região foi atravessada por forças revolucionárias (TRÊS PASSOS, 2026). Esses episódios demonstram que a posição estratégica que havia justificado a criação da colônia continuava sendo importante décadas depois.
Paralelamente, o caráter militar da ocupação foi gradualmente dando lugar a uma estrutura de colonização civil. A expansão da agricultura e a chegada de novos moradores fizeram com que a região se integrasse progressivamente ao sistema administrativo estadual e municipal.
O fim da Colônia Militar e a transformação administrativa
Um dos momentos fundamentais dessa história ocorreu em 1913, quando a antiga Colônia Militar deixou de estar subordinada à administração federal. Segundo documentação histórica municipal, em janeiro daquele ano a colônia foi extinta como estrutura militar e seu território passou à administração do Estado do Rio Grande do Sul, sendo posteriormente incorporado ao município de Palmeira das Missões (ESPERANÇA DO SUL, 2019).
A mudança foi significativa. O território que inicialmente havia sido organizado para fins de defesa e ocupação militar passou a ser administrado dentro da estrutura civil do Estado e dos municípios. A antiga sede da colônia transformou-se posteriormente no 5º Distrito de Palmeira das Missões, denominado Alto Uruguai.
A partir desse momento, intensificou-se a colonização civil. A região passou a receber famílias provenientes de outras áreas do Rio Grande do Sul, especialmente descendentes de imigrantes alemães e italianos. A ocupação agrícola avançou e novos núcleos comunitários foram formados.
Da antiga colônia ao município de Três Passos
O núcleo do Pouso dos Três Passos tornou-se gradualmente um importante centro de ocupação. O crescimento populacional e econômico levou à criação do distrito de Três Passos em 20 de janeiro de 1913, subordinado inicialmente a Palmeira das Missões (IBGE, 1959). Durante as décadas seguintes, o crescimento da população e da agricultura acelerou a transformação do território.
A partir aproximadamente de 1930, chegaram à região grupos provenientes das antigas colônias alemãs e italianas do Rio Grande do Sul. Essas famílias buscavam novas terras para estabelecer propriedades agrícolas, fenômeno relacionado ao esgotamento e à elevada densidade populacional das antigas áreas coloniais (IBGE, 1959).
O antigo núcleo militar, portanto, funcionou como uma espécie de ponto inicial de uma cadeia de ocupação territorial: Colônia Militar do Alto Uruguai → Estrada Geral → Guarda avançada → Pouso dos Três Passos → núcleo de povoamento → distrito → município de Três Passos.
Em 28 de dezembro de 1944, Três Passos foi elevado à categoria de município. Naquele momento, o território municipal era muito mais extenso do que o atual, abrangendo diversos distritos que posteriormente seriam emancipados.
A relação com Tiradentes do Sul
A relação histórica com Tiradentes do Sul é ainda mais direta do ponto de vista territorial, pois a antiga sede da Colônia Militar do Alto Uruguai estava situada na área que atualmente integra o município.
Atualmente, a Vila Centenária do Alto Uruguai, em Tiradentes do Sul, preserva elementos relacionados à antiga ocupação militar, entre eles o antigo quartel militar e a Escadaria Centenária, que conduz em direção ao rio Uruguai. O Governo do Estado do Rio Grande do Sul reconhece o local como um importante patrimônio histórico e turístico do município (RIO GRANDE DO SUL, 2026).
Durante o processo de organização territorial posterior à extinção da colônia, a área passou a integrar o município de Palmeira das Missões e, posteriormente, o território de Três Passos.
No século XX, a área correspondente ao atual Tiradentes do Sul passou a constituir um dos distritos de Três Passos. A divisão administrativa de 1979, por exemplo, registrava Tiradentes entre os distritos do município de Três Passos.
O processo de emancipação ocorreu no final do século XX. Pela Lei Estadual nº 9.635, de 20 de março de 1992, foram desmembrados de Três Passos os distritos de Tiradentes, Alto Uruguai e Lajeado Bonito, constituindo-se o novo município de Tiradentes do Sul (TRÊS PASSOS, 2026).
Dessa maneira, pode-se estabelecer uma relação histórica e administrativa bastante clara: Colônia Militar do Alto Uruguai → administração estadual → Palmeira das Missões → Três Passos → emancipação de Tiradentes do Sul.
É importante, porém, não interpretar essa sequência como se todo o território da antiga Colônia Militar tivesse simplesmente se transformado nos dois municípios. O território original era muito mais amplo e passou por diversas reorganizações administrativas ao longo de mais de um século.
A importância histórica da Colônia Militar
A importância da Colônia Militar do Alto Uruguai para a história regional ultrapassa sua função original de defesa da fronteira. Sua instalação criou uma estrutura permanente de presença do Estado em uma região anteriormente pouco integrada à administração provincial. A abertura e manutenção de caminhos possibilitou maior circulação entre o interior e o rio Uruguai. A presença militar estimulou a instalação de moradores e estabeleceu pontos de apoio ao longo das estradas.
Um desses pontos foi justamente o Pouso dos Três Passos, que posteriormente se transformaria no núcleo urbano de Três Passos.
Ao mesmo tempo, a sede da própria colônia permaneceu como referência territorial no espaço que atualmente pertence a Tiradentes do Sul. Por isso, a memória da antiga Colônia Militar permanece presente nos dois municípios, embora de maneiras distintas.
Em Tiradentes do Sul, encontram-se os vestígios físicos da antiga sede militar, especialmente na Vila Centenária do Alto Uruguai. Em Três Passos, a herança da colônia manifesta-se principalmente através da história do Pouso dos Três Passos, da antiga estrada e do processo de povoamento que conduziu à formação do núcleo urbano.
Religiosidade
Pouco se fala da religiosidade do povo da Colônia Militar do Alto Uruguai, sabe-se apenas que a maioria dos militares praticavam a religião católica.
Ao observar em minha visita, pude notar claramente uma divisão. Havia um cemitério antigo, que provavelmente nasceu com a colônia, ,itas sepulturas antigas e algumas que já se perderam no tempo. Em contraponto, existe um novo cemitério, utilizado principalmente pelos novos colonos que chegaram para povoar a região, onde é possível observar muitos sobrenomes alemães e italianos. O novo cemitério surgiu com a capela que foi construída na vila.
Em uma breve conversa com moradores locais, eles me confirmaram essa observação e ainda complementaram que o antigo cemitério também ainda era utilizado por essas famílias tradicionais da origem da colônia.
Pontos turísticos
No local ainda podemos observar estruturas originais do começo da colônia, como o antigo quartel militar e a escadaria centenária, que era a ligação original da área onde estava instalada a antiga colônia e o rio Uruguai.
Considerações finais
A Colônia Militar do Alto Uruguai constitui um dos principais marcos da história territorial do noroeste do Rio Grande do Sul. Criada em 1879 pelo Governo Imperial, sua implantação esteve relacionada à necessidade de afirmar a soberania brasileira em uma região de fronteira, controlar os caminhos que conduziam ao rio Uruguai e promover a ocupação permanente do território.
A construção da Estrada Geral e de postos de guarda permitiu que a presença estatal ultrapassasse os limites da sede militar. Em 1882, a instalação de uma guarda avançada aproximadamente 35 quilômetros ao sul deu origem ao Pouso dos Três Passos, núcleo que posteriormente se transformaria no município de Três Passos.
Por outro lado, a antiga sede da Colônia Militar permaneceu como referência territorial na área que hoje integra Tiradentes do Sul. Após o encerramento da administração militar, em 1913, o território passou por sucessivas reorganizações administrativas, até que parte dele integrasse o município de Três Passos e, posteriormente, desse origem a novos municípios.
Assim, a história de Três Passos e Tiradentes do Sul possui uma origem territorial comum. A Colônia Militar do Alto Uruguai foi o primeiro grande núcleo institucional de ocupação implantado pelo Estado brasileiro naquela área e funcionou como ponto de partida para um processo que, ao longo de mais de um século, envolveu abertura de estradas, ocupação agrícola, imigração, formação de comunidades, criação de distritos e emancipações municipais.
A antiga Colônia Militar, portanto, deve ser entendida não apenas como uma instalação militar do período imperial, mas como um marco fundador do processo histórico de ocupação e organização territorial do noroeste gaúcho, cuja herança permanece visível tanto em Três Passos quanto em Tiradentes do Sul.
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Clique aqui para ver o antigo cemitério da Colônia Militar do Alto Uruguai (ainda em compilação).
Clique aqui para ver o novo cemitério da Colônia Militar do Alto Uruguai (ainda em compilação).
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Schneider, Eduardo Daniel. [Nome da publicação] Blog Memórias do Povo Rio-grandense, disponível em: https://eduardodanielschneider.blogspot.com/ Acessado em: [data do acesso]
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Referências:
BRÜGGEMANN, Adelson André. A sentinela isolada: o cotidiano da Colônia Militar do Alto Uruguai – 1879-1913. 2013. Dissertação (Mestrado em História) – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2013. Disponível em: https://tede2.pucrs.br/tede2/bitstream/tede/2490/1/388943.pdf. Acesso em: 23 ago. 2026.
ESPERANÇA DO SUL (Município). Plano Municipal de Educação. Esperança do Sul: Prefeitura Municipal, 2019. Disponível em: https://sitearquivosbr.s3-sa-east-1.amazonaws.com/1200/Conteudos/4813/83r8u0ihqvl7rhdhjx6p_PLANOMUNICIPALDEEDUCACAOAlteradoem2019.pdf. Acesso em: 23 ago. 2026.
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Três Passos: Rio Grande do Sul. Rio de Janeiro: IBGE, 1959. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/biblioteca/visualizacao/dtb/riograndedosul/trespassos.pdf. Acesso em: 23 ago. 2026.
RIO GRANDE DO SUL. Secretaria de Turismo. Tiradentes do Sul. Porto Alegre: Governo do Estado do Rio Grande do Sul, 2026. Disponível em: https://www.turismo.rs.gov.br/turismo/municipio/visualizar/282. Acesso em: 23 ago. 2026.
TRÊS PASSOS (Município). Prefeitura Municipal. História de Três Passos. Três Passos: Prefeitura Municipal, 2012. Disponível em: https://www.trespassos.rs.gov.br/novo/artigos.php?id=5. Acesso em: 23 ago. 2026.
TRÊS PASSOS (Município). Câmara Municipal de Vereadores. História do município. Três Passos: Câmara Municipal de Vereadores, 2018. Atualizado em 8 ago. 2025. Disponível em: https://www.trespassos.rs.leg.br/institucional/historia-do-municipio-1. Acesso em: 23 ago. 2026.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Localização e caracterização do município de Três Passos. Porto Alegre: UFRGS, 2013. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/87405/000908190.pdf. Acesso em: 23 ago. 2026.
OPENAI. ChatGPT. [S. l.]: OpenAI, 2026. Disponível em: https://chatgpt.com/. Acesso em: 23 ago. 2026.
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